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Universo

O satélite Lattes é o primeiro satélite brasileiro com fins astronômicos. Ele será lançado em janeiro de 2017 e controlado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) com a missão de estudar os buracos negros.

Segundo João Braga, cientista do INPE em São José dos Campos, o Lattes foi batizado em homenagem ao físico Cesar Lattes. Ele está em processo de produção no Brasil. Porém, alguns dos instrumentos científicos que vão a bordo do satélite são estrangeiros, como os detectores de raios X. No caso, eles são desenvolvidos pelo Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos EUA.

 


O satélite terá 500kg e medirá 2 metros por 1 metro por 1 metro. Por isso, Braga o caracteriza como uma espécie de caixa. Ele terá dois painéis solares de aproximadamente 3 metros de comprimento por 1,5 de largura em cada lado da caixa.

Durante quatro anos, o satélite Lattes dará 15 voltas na Terra por dia. Cada volta passará por cima do Brasil. Além disso, o Lattes "vai ficar numa órbita quase equatorial, circular, a 650 km de altitude", diz Braga. A ideia é que o Lattes não fique acima de nenhum ponto específico, já que ele não é um satélite geoestacionário.

O Lattes terá duas missões específicas pelo INPE, na Divisão de Astrofísica, responsável por estudar fenômenos cósmicos. A primeira delas, a MIRAX, é liderada por João Braga. A segunda, a EQUARS, tem como objetivo fazer pesquisas atmosféricas e observar a Terra.

No começo, a ideia do INPE era produzir dois satélites diferentes, um para cada missão. No entanto, houve uma mudança estratégica que sugeriu a combinação das duas missões em um só satélite. Por isso, a parte de cima da nave espacial olhará para o céu, enquanto a de baixo ficará voltada para a Terra.

Para estudar os buracos negros, o Lattes pretende detectar e estudar um grande número de raios X no universo, consideradas muito distantes do nosso sistema solar. Segundo Braga, algumas dessas fontes contêm um buraco negro, que gira em torno de estrelas comuns.

Por isso, os pesquisadores esperam fazer descobertas na dinâmica de objetos como buracos negros. Eles são tão densos que nada consegue escapar de sua gravidade, nem mesmo a luz. A partir disso, será possível compreender um pouco melhor a natureza de diversos fenômenos ainda pouco compreendidos, que estão relacionados aos buracos negros.

Para Braga, "ao analisar os raios X (uma forma de luz muito mais energética) que vêm desses sistemas, seremos capazes de extrair informações sobre os buracos negros que existem lá, como por exemplos sua massa e sua rotação".

 

Fonte: Exame

 

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