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Categoria: Futuro
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Futuro
O olho oferece uma visão panorâmica sem distorções.

Cientistas europeus criaram o primeiro olho artificial facetado, inspirado na mosca drosófila, que oferece uma visão panorâmica sem distorções, segundo trabalhos publicados na edição de 20 a 24 de maio da revista da Academia Americana de Ciências (PNAS).

Os olhos facetados permitem às moscas e a outros artrópodes acompanhar, simultaneamente, movimentos rápidos em várias direções.

Os esforços feitos até agora para criar um olho artificial como este esbarraram na dificuldade de alinhar com precisão extrema um conjunto de captores e micro-lentes sobre a superfície curva de 180 graus de uma folha de plástico flexível, explicaram os cientistas.

Eles conseguiram superar este problema ao desenvolver um olho composto de três camadas de lentes microscópicas, de uma antena reagente à luz e que imita os circuitos neuronais do cérebro da mosca, e de um circuito embutido flexível, que permite programar o tratamento dos sinais luminosos.

O protótipo, denominado CurvACE (sigla em inglês para Olho Composto Curvo Artificial), produz uma visão panorâmica sem distorções em alta definição, capaz de se adaptar às diferentes intensidades de luz do ambiente, demonstrou a pesquisa.

Segundo seus criadores, este olho pode ter aplicações nos sistemas de detecção tridimensional, onde a rapidez é crucial, como por exemplo para evitar colisões em solo ou no ar.

O protótipo busca simular ao máximo a visão da mosca, que se baseia em um conjunto de múltiplas imagens que permite acompanhar os mínimos movimentos, oferecendo um campo de visão amplo e uma profundidade de campo maior que o olho humano ou qualquer câmera atual permitem, aperfeiçoando-a ao mesmo tempo.

Bastaria juntar dois destes "olhos eletrônicos", um de costas para o outro, para se obter uma visão de 360 graus.

O dispositivo CurvAce já é encontrado em alguns robôs aéreos e pode ter diferentes aplicações, como em câmeras de vigilância e segurança.

O CurvACE foi concebido por cinco equipes de pesquisa europeias, entre elas uma de cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, e outra do Instituto de Ciências do Movimento, ligado ao Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS/AMU) francês.

 

Fonte: AFP