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Uma equipe de astrônomos da Universidade de São Paulo e da Universidade do Texas estão por trás de um estudo que descobriu detalhes do núcleo rochoso de um planeta gigante. A pesquisa dá pistas aos cientistas sobre o processo de formação planetária fora do sistema solar.


Os cientistas conseguiram comparar duas estrelas do sistema 16 Cyg, na constelação de Cisne. As estrelas 16 Cyg A e B são parecidas, mas somente a segunda tem um planeta detectado: o 16 Cyg Bb. Identificado em 1995, ele é um planeta gigante gasoso, com 2,4 massas de Júpiter.

A partir da análise da composição química nesses corpos celestes, os astrônomos descobriram que a estrela 16 Cyg B tem deficiência de diferentes elementos químicos em relação à 16 Cyg A. Como as duas estrelas foram formadas juntas, a diferença pode ser explicada pela formação do planeta 16 Cyg Bb, que aconteceu no mesmo período. O material que “falta” na estrela 16 Cyg B teria sido aglutinado no núcleo rochoso do planeta.

O núcleo rochoso é o primeiro passo para a formação de um planeta gasoso. Um planeta desse tipo se forma ao aglomerar partículas sólidas, com elementos como Ferro e Níquel, até atingir massa o suficiente para atrair e agregar gases, como Hidrogênio e Hélio.

A pesquisa ajuda a entender o processo de nascimento dos planetas fora do sistema solar. Segundo Marcelo Tucci Maia, líder do estudo e estudante de doutorado da USP, o resultado indica também que a formação de planetas gigantes gasosos e de planetas rochosos, como a Terra, deixa marcas sutis na atmosfera das estrelas do sistema.

Maia fez a pesquisa junto com o professor Jorge Meléndez, da USP, e Iván Ramírez, da Universidade do Texas, em Austin (EUA). As observações foram feitas pelo CFHT (Canada France Hawaii Telescope). Um artigo foi publicado no periódico Astrophysical Journal Letters.




Fonte: Exame Info

 

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