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Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Quando crianças produzimos os sonhos mais improváveis, pelo menos os adultos determinam como improváveis, em sua grande maioria, a minoria se divide em duas partes, a que da credibilidade a chance de não serem tão grandes e nem impossíveis, já a outra parte, por sua vez, é aquela que mantém uma certa dúvida quanto a concretização do que se imagina, até dão uma força, de início, e se demora muito, ou até mesmo um pouquinho que seja, as dúvidas e questionamentos começam a surgir, podendo levar a uma desistência ou perda de interesse.

 

Onde chegar com toda essa introdução? Somos, de fato, fruto de nosso meio, mas existem as exceções, espero que consiga se encaixar dentro dela. As exceções, nada mais são, do que todo aquele que enxerga o seu mundo de dentro para fora e não se baseia no que esta ao seu alcance, tentando de todas as formas te fazer crer que nem tudo é tão conquistável quanto se acredita. São os eternos astronautas, piratas, até mesmo soldados de grandes guerras da histórias, astros do rock, artistas plásticos que desenhavam e pintavam, não só na folha de papel, mas faziam de todos os cantos da casa seu enorme estúdio, não esquecendo , também, dos super heróis, que com suas capas e super poderes salvavam o mundo.

 

Essas pessoas crescem e dão de cara com um mundo tão diferente do seu mundo ideal, com direito a castelos e alienígenas gigantes, dragões e seres mágicos. Encontram, sim, grandes castelos em forma de prédios, fortalezas feita por homens que, talvez, não posso colocar como certo, mas pode ser, que acreditem que grandes construções de concreto os façam estar mais perto do céu e toda a sua liberdade, mas continuam presos ao chão. Isso sim é triste, e preferir estar fora da sintonia, completamente louca, com tanto barulho e gente falando ao mesmo tempo, não, isso não é triste, chega a ser saudável, entre enlouquecer e manter-se em sã consciência, cá entre nós, enlouquecer não deve ser confortável, camisas de força, doses fortes de remédios, para controlar até onde você pode ir, divertido né? Acho que não.

 

Voltando a ser criança, essa parte da história é a que mais me instiga, isso porque, para para pensar, só uns minutos, não é preciso muito, me diz, nessa fase é preciso muito esforço ou ter muitas coisas, colocando as materiais no meio da questão, para se chegar no extasie da felicidade? Não vamos colocar como algo clichê, já que felicidade pode ser encontrar uma moeda de 5 centavos na rua, sair correndo atrás de uma bola na rua, tomar sorvete e se sujar todo, levar um tombo e levantar rindo, perder um dente e colocar debaixo do travesseiro, contar sua própria história antes de dormir, fingir que é um fantasma com os lençóis que acabaram de sair do varal, tantas informações, pequenas, médias e grandes, pode escolher. Vai dizer que pular o muro da casa do vizinho, dar de cara com um cachorro enorme, estilo poodle, só para pegar a pipa que caiu no quintal, não é emoção suficiente pra te fazer dar boas risadas ao sair da casa com um buraco na roupa e metade do pano na boca do cachorro? Melhor do que tentar rir de um puxão de orelha do chefe, de uma briga com a patroa, de uma apresentação importante de trabalho, que seu filho resolveu rabiscar ou até mesmo você deixou cair café, aproveitando pra sujar sua roupa e ter que correr para se trocar, até mesmo coisas mais graves.

 

Todas essas lembranças, estão ativadas na mente daquela minoria, os astronautas que falei, e todos os outros, e isso faz toda a diferença. É nesse meio tempo. entre informações antigas, misturadas a informações atuais, que ocorre a junção de ambas, que produz e é reproduzida ao mundo. para todos, sendo que, só compreende o produto final aquele cuja mente é aberta o suficiente para se deixar ser atingido pelas ideias da exceção. Pega grandes nomes, dá uma procurada e tenta perceber, se pelo menos alguns, não são, digamos que, grandes sonhadores, que pegaram o seu pouco, quando eram pequenas crianças, por isso o pouco, pequenos por fora e gigantes por dentro, daqueles com capacetes, armadura e um dinossauro como montaria, uma espada bem brilhante, acho que deu para entender, resumindo, ao invés de transformar o seu mundo de criança em algo distorcido em forma de adulto, o cultivaram e o aperfeiçoaram, até serem as exceções.

 

É querer muito ser assim? É difícil de ser aceito, mas da mesma forma que a maioria é aceita pela minoria, o contrario deveria ser aceito também, pelo menos respeitado, não quero dar muita enfase nessa parte, o que poderia, pelo menos, ser usado com referência, é a compreensão de que mesmo sendo visões de mundo diferente, um acaba contribuindo para o outro, porque, pensa só, os dois lados sempre criarão novas formas para fazer com que faça sentido para o outro lado a sua forma de enxergar tudo e de ser tudo, com isso acaba se aprimorando mais ainda e crescendo, então, não tem jeito, os dois lados estão certos, são diferentes, comparar um ao outro seria uma penalidade grave, até acontece, sempre tem pelo menos um para falar alguma coisa, normal. Vamos aos finalmente, independentemente de qual lado faça parte, no final das contas, o que importa mesmo é viver, a forma que se opta para colocar tudo em prática é a que menos importa, contanto que se faça algo para se chegar a algum lugar.

 

 

 

 

 


Beatriz Corrêa
http://beeacorrea.blogspot.com.br/

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