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A catarinense Pollux usa internet das coisas no ambiente industrial


APollux, sediada em Joinville (SC), faturou R$ 75 milhões em 2016 atuando num mercado dominado por conglomerados multinacionais: automação de linhas de montagem. Fundada em 2007 pelo engenheiro José Rizzo, 46 anos, a empresa se especializou no fornecimento de robôs, sistemas de inspeção da qualidade e projetos de engenharia industrial. Hoje, são mais de 200 clientes como Bayer, 3M, Bosch, BMW e Continental.


No ano passado, a Pollux começou a instalar os primeiros modelos de robôs colaborativos no Brasil, fabricados pela dinamarquesa Universal Robots. Diferentemente de outros robôs industriais, eles trabalham lado a lado com técnicos nas linhas de montagem, sem que essa convivência exija cercas de segurança ou medidas extras que impeçam uma aproximação. “Não há risco de o funcionário se ferir porque o robô já consegue detectar um eventual toque”, diz Rizzo.

Dependendo do tipo de aplicação, os modelos mais novos são 40% mais rápidos do que os das gerações anteriores. Máquinas de alta destreza, que hoje são vendidas por um valor que gira entre US$ 20 mil e US$ 70 mil, deverão custar metade disso até 2025. Esse novo tipo de tecnologia deve ainda começar a abrir caminho para a automação de pequenas e médias linhas de montagem (a partir de 200 funcionários).

Outra vantagem dos robôs colaborativos é que eles já vêm adaptados para a internet das coisas industrial (IIoT, na sigla em inglês) — o mercado de máquinas inteligentes ligadas em rede. A própria Pollux acaba de inaugurar uma nova unidade de negócios chamada Pollux Digital, para explorar esse mercado, que vai muito além dos robôs. “Podemos criar soluções para indústrias tão distintas quanto as de agronegócio e de saúde”, diz Rizzo.

Robôs, sensores e máquinas conectadas: novas tecnologias estão mudando profundamente a produção industrial e ajudando a criar as fábricas do futuro

Os robôs colaborativos são apenas uma das bases de sustentação de um novo mercado que promete ser gigante: a internet industrial das coisas (IIoT). Trata-se de sensores e máquinas industriais interligadas entre si — e na internet —, capazes de gerar centenas de dados numa escala nunca vista antes. De acordo com um estudo da consultoria inglesa IHS, o número de dispositivos da indústria conectados à internet deve ultrapassar o de aparelhos domésticos entre 2022 e 2025, somando 40 bilhões e movimentando US$ 14 trilhões no mundo. “Isso muda as tecnologias e os fornecedores de que a indústria precisa”, diz André Marcon Zanatta, vice-presidente da Associação Brasileira de Internet Industrial. “Os custos com softwares para produzir um carro, por exemplo, serão mais altos do que os das próprias peças e acessórios físicos.”

Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negocios

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