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Os tubarões da espécie Trigonognathus kabeyai raramente são vistos – eles vivem a centenas de metros abaixo da superfície do oceano.

Eles foram capturados e identificados pela primeira vez em 1986. Desde então, foram avistados raras vezes, quase sempre por acidente.

Conhecido popularmente como viper dogfish (tubarão víbora), o animal é um tipo de tubarão pequeno que vive no fundo do oceano. Cinco foram recentemente capturados por acidente na costa de Taiwan.

Os tubarões foram encontrados durante uma pesquisa rotineira de peixes realizada por um instituto de pesquisa local, de acordo com os jornais locais.

Os pesquisadores disseram à imprensa que identificaram a espécie pela longa mandíbula, que contêm fileiras de dentes em formato de agulha.

Pouco se sabe sobre esses tubarões raramente vistos, mas um estudo em 2003 analisou 39 espécimes para determinar suas características físicas. Os cientistas descobriram que além da mordida afiada, os tubarões também possuem mandíbulas extensíveis, que facilitam na defesa contra potenciais predadores.

Pesquisadores acreditam que eles se alimentam por filtração, ou seja, caçam nadando em direção a presa com a boca aberta. Estudos sobre o conteúdo do estômago revelaram que o animal provavelmente engole suas presas por inteiro.

O tubarão víbora tem pequenas células que produzem luz, chamadas de fotóforos. Essas células ajudam os peixes a emitir luz no mar profundo, o que pode ajudá-los na caça ou no acasalamento. Como todos os tubarões, eles também possuem pequenas escamas em forma de V chamadas de escamas placoides, ou dentículos dérmicos, que enrijecem a pele e ajudam o animal a nadar rápido e em silêncio.

Por que tão pouco é conhecido sobre eles? 


A União Internacional para a Conservação da Natureza lista o tubarão víbora como "deficiente de dados", porque pouco é conhecido sobre suas populações.

A espécie só foi encontrada em águas próximas à costa do Japão, de Taiwan e do Havaí. De acordo com entrevistas concedidas à imprensa de Taiwan, cientistas acreditam que a espécie migra verticalmente, o que significa que eles vivem em profundidades de 500 metros à noite e nadam a até 150 metros durante o dia.

Os peixes que foram capturados variavam em 25 a 30 centímetros de comprimento. Dos que já foram capturados antes, nenhum media mais que 45 centímetros.

Seus corpos pequenos e estreitos podem ajudá-los a escapar das redes de pesca, disse o biólogo Brit Finucci ao Earth Touch News.

Dos cinco que foram capturados, um deles ainda estava vivo quando foi retirado da água, segundo a reportagem. Os pesquisadores o colocaram na água na esperança de mantê-lo vivo e estudá-lo, mas ele morreu pouco depois de ser capturado.

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