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Lava do vulcão no Havaí invade geotérmica e cria risco de liberação de gases tóxicos.

Lava do vulcão Kilauea seguia no domingo (20) para o Oceano Pacífico  (Foto: Terray Sylvester / Reuters)

Equipes trabalharam para fechar poço da usina Puna Geothermal Venture (PGV), que fornece cerca de 25 % da energia da Ilha Grande do Havaí.

Lava derretida produzida pela erupção do vulcão Kilauea, no Havaí, invadiu uma usina geotérmica na segunda-feira (21), obrigando funcionários a correrem para desligar a instalação e impedir uma liberação incontrolável de gases tóxicos.

As equipes trabalharam noite adentro para fechar o 11º e último poço da usina Puna Geothermal Venture (PGV), que fornece cerca de 25 % da energia da Ilha Grande do Havaí, enquanto lava emergia de uma fissura ativa a cerca 200 ou 300 metros da área de perfuração mais próxima, disseram autoridades federais e do condado.

"Parceiros do condado, estaduais e federais vêm colaborando estreitamente para monitorar a situação e trabalhar com a PGV para garantir a segurança das comunidades vizinhas", informou o condado.

A infiltração na usina é o desafio mais recente às autoridades havaianas, que lidam com o que geólogos avaliam como uma das manifestações mais intensas de um dos vulcões mais ativos do mundo em um século.

A erupção explosiva mais recente no cume do Kilauea ocorreu pouco antes das 18h (horário local), relatou o Observatório de Vulcões do Havaí. "A coluna de cinzas resultante pode afetar as áreas vizinhas", alertou.

A usina foi fechada pouco depois de a lava começar a irromper no dia 3 de maio através de fissuras recém-abertas no solo que atravessam bairros e ruas no flanco sudeste do Kilauea.

Dentro de uma semana, cerca de 227.124 litros de pentano altamente inflamável que estavam armazenados na usina foram colocados fora de perigo. Na semana passada o Estado disse que está bombeando água fria nos poços e que os cobrirá com pinos de ferro.

Os poços da usina têm entre 1.829 e 2.438 metros de profundidade e extraem água extremamente quente e vapor para alimentar turbinas e produzir eletricidade.

Pessoas observam as cinzas que saem da cratera Halemaumau durante uma erupção do vulcão Kilauea no Havaí, EUA, em imagem de arquivo (Foto: Terray Sylvester/Reuters)

Cerca de 4,6 km ao leste da usina costeira, nuvens nocivas de gases ácidos, vapor e partículas semelhantes ao vidro subiram aos céus enquanto lava escorria para o mar.

As autoridades alertaram os moradores a manterem distância do laze, um fenômeno que se forma quando a lava reage com a água salgada, e que pode ser fatal quando inalado. Duas pessoas morreram quando um fluxo de lava chegou ao litoral em 2000.

 

Fonte: G1

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