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Os astrônomos que usam a rede de 27 radiotelescópios Very Large Array (VLA) realizaram a detecção através de radiotelescópio de um objeto com massa planetária fora do nosso Sistema Solar.

O objeto, com uma massa 12,7 vezes superior à de Júpiter, é uma fonte energética surpreendentemente potente, um planeta errante que viaja pelo espaço sem orbitar uma estrela-mãe.

"Este objeto está precisamente no limite entre ser um planeta e uma anã marrom, uma 'estrela falha', e isso nos dá algumas surpresas que podem nos ajudar a compreender os processos magnéticos em estrelas e planetas", disse Melodie Kao, que liderou o estudo como bolsista de pós-doutorado da Universidade Estadual de Arizona, citada pelo site do observatório Very Large Array.

As anãs marrom são objetos muito maciços para serem consideradas planetas, mas o seu tamanho não é o suficiente para suportar a fusão nuclear do hidrogênio nos seus núcleos, processo que alimenta as estrelas. Inicialmente, se pensava que não emitiam ondas de rádio, mas o descobrimento em 2001 por parte do VLA de uma erupção de rádio em uma destas estrelas revelou uma forte atividade magnética.

Na Terra, as auroras boreais são geradas pelos ventos solares, que interagem com as partículas carregadas na nossa ionosfera. Estas partículas carregadas se movem ao longo das linhas do campo magnético do planeta até os polos, onde se manifestam como luzes no céu e produzem fortes emissões de ondas de rádio.

Mas, pelo que se sabe, as anãs marrom não se encontram nas proximidades de ventos estelares, o que torna suas auroras um enigma para os astrofísicos.

Os astrônomos do VLA creem que os processos deste novo objeto, chamado SIMP J01365663 + 0933473, poderiam ajudar a obter mais informação a esse respeito, indica a investigação publicada na revista The Astrophysical Journal.

Descoberto entre um grupo de estrelas muito jovens, o objeto tem uns 200 milhões de anos, "nada mais que um bebê" em termos espaciais, afirma o artigo.

"Ter detectado o SIMP J01365663 + 0933473 pelo VLA através da emissão de rádio auroral", disse o astrônomo Gregg Hallinan, "significa também que é possível que tenhamos uma nova forma de detectar exoplanetas, incluindo os errantes que não orbitam ao redor de uma estrela-mãe."

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