Até chegar à forma que conhecemos hoje, o dinheiro passou por muitas modificações. No início da civilização, mas você já se perguntou de onde surgiu o dinheiro?

Cientistas norte-americanos buscam recriar o animal pré-histórico com a ajuda da engenharia genética.

Não se sabe ao certo como a lua se originou, mas existem inúmeras teorias que relatam seu aparecimento em órbita. A teoria mais aceita hoje diz que a lua se formou através de uma colisão entre o planeta Terra e um corpo do tamanho de Marte, há aproximadamente 4,6 bilhões de anos.

Acredita-se que o choque entre os dois corpos aconteceu na última fase do processo de formação da Terra, quando parte do seu núcleo se perdeu. Uma nuvem de poeira se formou sobre a Terra em razão da colisão.

A parte perdida do núcleo sofreu um processo de condensação e se aproximou do plano da eclíptica, que fez com que este núcleo condensado entrasse em órbita. Sua temperatura após a condensação explica a ausência de compostos voláteis nas rochas lunares.

A Microsoft desenvolveu um relógio que é capaz de reduzir os tremores causados pelo Mal de Parkinson nas mãos dos pacientes. O Emma Watch foi apresentado na Build 2017, conferência que reúne desenvolvedores da marca. O nome faz referência a primeira paciente a testar o dispositivo, Emma Lawton. O relógio foi desenvolvido pela diretora da divisão de Pesquisa e Inovação da Microsoft, Haiyan Zhang. A pesquisadora conseguiu “enganar” o cérebro e, com isso, diminuir os espasmos. Nos pacientes com Parkinson, o cérebro emite ordens conflitantes aos músculos, o que faz com que eles tenham de fazer vários movimentos simultâneos. O equipamento vibra e quebra o ciclo de ordens emitidas pelo cérebro, o que “acalma” os músculos. As vibrações do relógio são controladas por um aplicativo, que determina a frequência em que elas ocorrem. Emma Lawton é uma designer que desenvolveu a doença precocemente e ficou impossibilitada de desenvolver a profissão. No vídeo abaixo, em que ela usa pela primeira vez o relógio, a melhora na escrita é impressionante. Como a doença não tem cura, o dispositivo pode ser uma alternativa eficiente para reduzir os danos causados no cotidiano do paciente.
Aeronave da Força Aérea dos EUA chegou à Flórida em velocidade supersônica; motivo da missão é confidencial Ele se chama X-37B, e é uma versão menor do ônibus espacial tradicional – porque não leva ninguém dentro e é controlado à distância, como um drone. Mede 8,8 metros de comprimento por 4,6 metros de envergadura, pesa aproximadamente 5 toneladas e é lançado por um foguete. Ao voltar à Terra, plana e pousa como um avião, exatamente como os ônibus espaciais faziam. Foi construído pela Phantom Works, uma divisão da Boeing especializada em projetos militares avançados, e é operado pela Força Aérea americana. Isso é o que se sabe sobre o X-37B. Todo o resto –inclusive o que ele leva em seu compartimento de carga durante os voos– é confidencial, mantido em segredo pelos EUA. Nesta semana, o X-37B voltou à Terra após passar impressionantes 718 dias em órbita. Esta foi a quarta missão do ônibus espacial secreto. Como nas outras vezes, os EUA não revelaram o objetivo. Ao reentrar na atmosfera e se aproximar do Kennedy Space Center, na Flórida, para pousar, o X-37B provocou um estrondo sônico (sonic boom): onda de choque que é causada por aeronaves que voam mais rápido do que a velocidade som, e é ouvida pelas pessoas em terra como se fosse uma explosão.   Fonte: S.I
Em 2010, o jardineiro Itaru Sasaki, atualmente com 70 anos, perdeu um de seus primos. Para superar a sua morte, Sasaki instalou um telefone de disco dentro de uma cabine de vidro em um cenário bucólico: uma colina em seu jardim com vista para o oceano Pacífico. Durante algum tempo, ele usava o aparelho, chamado de Kaze no denwa, ou Telefone do Vento, para “se comunicar” com o parente falecido. A história, entretanto, ganhou ainda mais adeptos com o terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em março de 2011. Na ocasião, mais de 15 mil pessoas morreram em todo o país, criando uma lacuna na vida de suas famílias, que precisam aprender a lidar com essa ausência. Muitas ficaram sabendo do telefone de Sasaki, e o local acabou gerando uma espécie de peregrinação para pessoas enlutadas. No ano passado, a rede de televisão NHK fez um documentário sobre o aparelho, intitulado “Telefone do Vento: Sussurros Para Famílias Perdidas”, em tradução livre. O programa mostrou como a cabine de Sasaki se tornou uma fonte de consolo para milhares de famílias: até agora, mais de 10 mil pessoas já foram ao local deixar suas mensagens para entes falecidos. Quem visita a cabine telefônica sabe que não terá uma resposta do outro lado da vida. Entretanto, essas pessoas se sentem aliviadas por poder mandar mensagens para quem faz falta em seu dia a dia. “Eu não consigo ouvi-lo, eu fico falando sozinha, mas eu sei que ele me ouviu, então eu posso continuar vivendo”, revelou uma mulher que foi à cabine deixar um recado para seu filho. A cabine está instalada na cidade de Otsuchi, a 570 km ao norte de Tóquio. “Como meus pensamentos não poderiam ser transmitidos ao longo de uma única linha regular, queria que eles fossem carregados pelo vento”, explicou Sasaki no documentário da NHK. A cidadezinha contava com cerca de 17 mil habitantes no dia do tsunami, porém mais de 800 morreram na catástrofe e outros 400 nunca foram encontrados.     Fonte: D IEGO D ENCK
Atualmente, a inteligência artificial já é capaz de traduzir idiomas diferentes em tempo real, auxiliando bastante nos mais diversos tipos de reuniões e conversas. Entretanto, parece que a ideia não é parar por aí, já que uma startup sueca chamada Gavagai AB pretende provar que também temos a possibilidade de compreender a linguagem dos golfinhos. Para chegar a esse resultado, a empresa está trabalhando em conjunto com pesquisadores do KTH Royal Institute of Technology para conseguir o máximo de dados possíveis, criar um banco de dados com informações da linguagem dos golfinhos e utilizar isso para traduzir as conversas dos animais. Segundo os pesquisadores, esse processo não seria muito diferente daquilo que vemos com outros idiomas atualmente. Ao que tudo indica, eles se comunicam em uma linguagem na qual temos sentenças compostas por palavras, e a ordem destas dita o significado do que é falado. Eles até mesmo param para deixar o outro falar, e a “mágica” aqui seria fazer as conexões entre os sons e os significados. Projeto para o futuro Tal sistema, de acordo com os idealizadores do projeto, iria permitir humanos se comunicarem com golfinhos ao traduzir as mensagens. Não há interesse em lançar esse recurso de maneira comercial, e a ferramenta seria disponibilizada apenas quando o projeto for encerrado – ou seja, em 2021 (quatros anos também seria o tempo necessário para coletar as informações necessárias da linguagem dos mamíferos). Entretanto, há a possibilidade de recorrer a isso para fins que poderiam ir muito além de apenas traduzir o que os animais falam. A marinha norte-americana, por exemplo, já usou golfinhos para resgatar banhistas perdidos e até mesmo localizar minas submersas, e o uso de um sistema como esse facilitaria bastante o trabalho entre o treinador e o animal.     Fonte: D ouglas V ieira
A empresa britânica The Unssen acaba de tornar realidade o sonho daqueles que sempre quiseram ver seus cabelos mudando espontaneamente de cor. Chamada FIRE, a tintura foi desenvolvida com tecnologia reativa e alterna entre cores quentes e frias de acordo com a temperatura do ambiente. A tinta é capaz de produzir a mágica graças as suas moléculas de carbono que reagem de acordo com as flutuações de calor. Acima de determinadas temperaturas, algumas moléculas são mais estáveis do que outras. Quando isso acontece, ocorre uma alteração na absorção de luz, o que acaba por produzir a mudança de cor. Os tons poderão ir desde o vermelho vivo ao mais suave azul pastel. Segundo a empresa, a tintura não prejudica o couro cabeludo nem as fibras capilares. Os produtores da fórmula dizem ter neutralizado qualquer substância irritante através de um processo que utiliza cadeias de polímeros capazes de "encapá-las" e minimizar seus efeitos. Antes de ir ao mercado, porém, a tinta ainda precisa ser refinada e passar por testes finais que possam garantir a inocuidade do material quando aplicado ou não ao fios. A dona da empresa, a designer Lauren Bowker, já é conhecida por seus colegas como "a alquimista" da moda. Seus principais projetos utilizam a química para criar fórmulas e composições que alteram a cor de roupas e acessórios de acordo com as condições de calor e umidade. Ela espera que descobertas desse tipo possam encorajar as meninas a se aventurarem nos campos da ciência e engenharia.   Fonte: G alileu
Novo estudo mostra que os impactos negativos no sono provocados por esses dispositivos podem ser identificados em crianças com apenas seis meses de idade O uso diário de smartphones e tablets pode prejudicar o sono de bebês e crianças, revela um estudo publicado na última sexta-feira no periódico Scientific Reports. Segundo os pesquisadores, os pequenos passam a dormir menos e demoram mais para pegar no sono quando brincam com esses dispositivos todos os dias. Esse efeito pode ser observado inclusive em bebês a partir de seis meses de idade. Os cientistas descobriram que, a cada hora de uso diário dos aparelhos, as crianças dormem 16 minutos a menos em um período de 24 horas. Como o sono é um fator importante para o desenvolvimento cognitivo, os pesquisadores acreditam que a descoberta aponta para um hábito preocupante e muito comum atualmente. “Esses resultados indicam que a popularidade e acessibilidade de dispositivos touchscreen (aparelhos controlados pelo toque) levou a níveis mais altos de uso por crianças e bebês, e isso está associado à redução do sono”, afirmou em comunicado o líder do estudo, Tim Smith, do centro de pesquisas Birkbeck, que pertence à Universidade de Londres, no Reino Unido. Os pesquisadores fizeram um questionário com 715 pais e mães sobre o uso diário de dispositivos touchscreen e os hábitos de sono dos seus filhos. Os resultados mostraram que, no total, 75% das crianças e bebês – todos com idades entre seis meses e três anos – usavam os aparelhos diariamente. Entre os mais novos, de até 11 meses, o uso diário estava presente em 51% dos casos, enquanto entre os mais velhos, de até três anos, o hábito teve uma prevalência de 92%. Analisando os dados, Smith e sua equipe descobriram que os pequenos que passavam mais tempo utilizando os aparelhos dormiam menos durante a noite e, apesar de dormir mais durante o dia, ainda tinham um total de horas de sono menor do que a média. Eles também repararam que as crianças demoravam mais para pegar no sono quando utilizavam celulares e tablets com mais frequência. Porém, antes de proibir completamente os filhos de utilizar dispositivos, Smith afirma que outros estudos são necessários para compreender como esse fenômeno ocorre e qual é a melhor maneira de evitá-lo sem perder os aspectos positivos da tecnologia. Estudos anteriores do mesmo centro de pesquisa já haviam mostrado que o uso de touchscreen (por exemplo, usando os dedos para rolar a tela para baixo e controlando o dispositivo em vez de assistir passivamente que os outros o façam) estava associado com uma melhora no desenvolvimento motor em bebês.
“Antes de restringir totalmente o uso de touchscreen, que pode trazer benefícios, nós temos que compreender profundamente como usar essa tecnologia moderna de uma forma que maximize os benefícios e minimize qualquer consequência negativa para as crianças”, afirma Smith.
    Fonte: V eja
Para além da companhia e das fofuras que os cachorros proporcionam aos seus donos, estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, concluiu que o contato pode dar mais proteção a alergiasàs crianças no início da vida. Em avaliação das fezes de bebês que moram em casas com pets, os pesquisadores encontraram níveis elevados de dois tipos de bactérias, Ruminococcus e Oscillospira, associadas, respectivamente, a riscos menores de ter doenças alérgicas e obesidade. Havia o dobro desses micróbios, em comparação com os resultados de bebês de casas sem cachorros. A equipe de cientistas, ao longo de duas décadas de estudo com amostras de cocô de crianças, chegou à conclusão de que, entre quem cresceu na companhia de cães, as taxas de asma são mais baixas. A proteção a alergias acontece porque esses microorganismos alteram as bactérias intestinais responsáveis pelo desenvolvimento da imunidade dos pequenos. Para garantir esse efeito, porém, alertam os pesquisadores, a convivência precisa se dar em um período específico da vida: desde o útero até os três primeiros meses fora da barriga. Sim, a convivência da grávida com cães também já produz efeito indireto, descobriu a equipe liderada por Anita Kozyrskyj, epidemiologista pediátrica da universidade canadense.
"Há uma janela crucial de tempo, na qual a imunidade intestinal e os micróbios se desenvolvem simultaneamente, e quando as intervenções no processo resultam em mudanças na imunidade intestinal", diz ela, que não descarta a aplicação do estudo na indústria farmacêutica, com uma espécie de "cachorro em forma de pílula".
"Não é exagero pensar que a indústria farmacêutica poderá tentar criar um suplemento com esses microbiomas, assim como foi feito com probióticos", afirma a pesquisadora.     Fonte: G alileu
Você é desses que adota o café como aliado para afastar o sono na hora de estudar ou trabalhar? Então aí vai outra boa notícia: café melhora sua memória. Quem descobriu foi o neurocientista Michael Yassa, da Universidade da Califórnia. Ele convidou 160 adultos que não tomavam muito café diariamente para os testes. Todos analisaram imagens de objetos e, em seguida, receberam, aleatoriamente, pílulas com 200 miligramas de café (equivalente a dois expressos) ou com efeito placebo, sem o menor efeito. Todos retornaram ao laboratório 24 horas depois da primeira fase do estudo. Tiveram, então, de fazer um teste de memória. Eles viram imagens que tinham sido apresentadas no dia anterior e outras diferentes. Aí a tarefa era simples: dizer se as imagens eram novas, velhas ou muito parecidas com alguma mostrada anteriormente. Os dois grupos faziam as mesmas pontuações quando tinham de diferenciar as imagens entre velhas e novas. Mas na hora de dizer se a figura era semelhante à outra, o grupo do café se saía melhor. A memória deles parecia funcionar melhor – aí era mais fácil lembrar se aquela imagem parecia muito com alguma outra ou não. Segundo a pesquisa, a cafeína parece ajudar no processo de consolidação da memória. Ou seja, melhora a memória de longo prazo. Bom, né?   Fonte: C arol C astro
A polícia indiana está vasculhando listas de crianças desaparecidas para tentar identificar uma menina que aparentemente estava vivendo com um bando de macacos, garota tem entre 8 e 10 anos. Ela foi encontrada há algumas semanas na floresta em Uttar Pradesh, no norte do país. Não se sabe há quanto tempo ela estava nesta situação. Um policial, Suresh Yadav, contou à BBC que, quando foi encontrada, ela brincava com macacos e imitava seu comportamento. Ela tinha sido avistada por moradores de um vilarejo na reserva natural de Katarniaghat, próximo da fronteira com o Nepal. Os animais teriam atacado a equipe de resgate quando eles chegaram para levá-la de volta à civilização. A menina estava desnutrida, tinha cabelos e unhas longos e apresentava ferimentos a arranhões pelo corpo. Mogli A garota não fala e apresenta um comportamento semelhante ao de símios, ao guinchar e andar "de quatro". Ela ainda está no hospital, onde recebeu a visita de autoridades, mas seu estado já é bem melhor. Uma vez que receber alta, será entregue a assistentes sociais e especialistas para que seja reintroduzida aos poucos na sociedade. Ela vem sendo chamada de "Durga da Floresta", uma referência a uma deusa guerreira hindu, e comparada a Mogli, personagem de O Livro da Selva (1894), de Rudyard Kipling. Na história, adaptada pela Disney para o cinema, um menino indiano é criado na natureza por um bando de lobos.   Fonte: B.B.C
Depois de morrerem, os nobres guerreiros escandinavos dos séculos 8 a 11 eram cremados com tudo que amavam: o barco, as armas… e as esposas, vivas! 1) Os vikings faziam sacrifícios para o deus Odin no Templo de Upsala, na atual Suécia. Mas o rito mais conhecido rolava no funeral de um grande guerreiro. Quando falecia em terra (e não durante alguma batalha), o corpo era queimado em seu barco favorito, lançado ao mar. Só que suas esposas e escravas também estavam a bordo! 2) O ritual funerário começava com uma festa de sete dias, com muita bebida e a narração dos principais feitos do morto. Só então ele era vestido com uma roupa elaborada para a ocasião e colocado no barco com suas armas. Elas seriam usadas em Valhala, onde, segundo a mitologia nórdica, os militares mortos em combate ou despachados pelo mar reencontravam os deuses 3) Uma a uma, as mulheres do falecido se apresentavam para juntar-se a ele. Todas vestiam suas melhores roupas e joias. Com o corpo bem ereto, elas recebiam facadas entre as costelas, aplicadas por uma sacerdotisa que orientava o funeral e as posicionava no barco – as esposas mais queridas pelo morto tinham o direito de ficar mais próximas dele 4) O barco também era preparado para o evento. O casco era preenchido com palha e um suporte de madeira era construído no centro para apoiar o cadáver. A vela era posicionada para ser enchida. Queimar um instrumento militar tão útil pode parecer um desperdício, mas havia um motivo: era uma forma de alimentar a indústria naval local 5) Ninguém forçava as mulheres ao sacrifício, mas a própria sociedade já esperava que elas “se voluntariassem”. Alguns arqueólogos acreditam que elas eram colocadas a bordo com vida, porém drogadas. Para as escravas, nem havia “opção”. Inclusive há relatos de que, antes de serem mortas, elas tinham que fazer sexo com todos os companheiros do guerreiro 6) Ao longo da cerimônia, os outros guerreiros gritavam os méritos do amigo que se foi. A eles, cabia também a honra final de posicionar o barco na água e atear fogo com uma tocha. Com as velas abertas, a embarcação iniciava sua última viagem, que simbolicamente começava neste mundo e seguia para o próximo – enquanto pegava fogo e se rompia 7) Corpos que não eram queimados rapidamente acabavam afundando. O processo todo durava entre 40 minutos e uma hora. Em casos menos comuns, o barco era enterrado com as cinzas do dono   HOMENAGEM FORÇADA Mulheres de outras civilizações também morriam com o marido A oferenda viking segue um padrão comum ao longo da história: o sacrifício de esposas e escravos dos nobres. Era assim no Egito, onde faraós eram enterrados junto com seu séquito inteiro, necessário para a vida no além. Também acontecia na ilha de Fiji, onde as viúvas eram estranguladas até a morte por seus irmãos. Outros exemplos são a Mesopotâmia, a Mongólia, a China e a Índia.   fonte: T iago C ordeiro
É uma questão complexa, que envolve vários fatores. “Uma das explicações possíveis, porém, é o isolamento das comunidades no espaço e no tempo”, afirma Marli Quadros Leite, lingüista da USP. Assim, para descobrir as origens de um determinado sotaque é preciso estudar tanto a história da população nativa da região quanto das pessoas que migraram para lá. Isso ajuda a entender por que, no Brasil, encontram-se tantas formas diferentes de falar o mesmo idioma. Só os colonizadores portugueses trouxeram em sua bagagem uma boa quantidade de diferenças lingüísticas: um bando vinha de Lisboa, outro do Porto, um terceiro do Alentejo… Como se não bastasse, os índios que já viviam aqui falavam inúmeras línguas. Mais tarde, chegaram os africanos e depois vieram imigrantes – e até colonizadores – de outros países europeus. Cada região do país foi assimilando diferentes elementos dessas fontes, resultando nos diferente sotaques e dialetos. Mesmo assim, nunca nos transformamos numa Torre de Babel. “Apesar da nossa imensa diversidade lingüística, há uma certa unidade que permite a todos se entenderem e terem a certeza de que falam o português do Brasil”, diz Marli. Variação geográfica Cinco exemplos estaduais de como o Brasil fala português Pernambuco Uma herança da longa presença holandesa no Recife foi a forte pronúncia do R, como nas línguas de origem germânica Bahia O sotaque local reflete a variada mistura da miscigenação do seu povo, assimilando tanto o S assobiado de São Paulo e Minas Gerais quanto o R aspirado dos cariocas Rio de Janeiro Muitos estudiosos afirmam que o S chiado (quase um X) dos cariocas nasceu com a transferência da família real portuguesa para a cidade em 1808. A chegada da corte não só provocou mudanças de costumes como influenciou a fala da população local, produzindo uma versão peculiar da pronúncia lisboeta São Paulo Acredita-se que o R acentuado do interior de São Paulo tem origem no jeito de falar dos índios tupis, assimilado pelos bandeirantes. Essa pronúncia caipira ultrapassou as fronteiras do Estado e também se espalhou pelo sul de Minas e por Goiás Santa Catarina O sotaque cantado, mais forte até que o dos gaúchos, é influência direta da forte imigração de portugueses da ilha de Açores.   fonte: M undo E stranho


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