
Médicos do Massachusetts General Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, criaram uma câmera 3D do tamanho de um comprimido. Ela consegue detectar os primeiros sinais de câncer no esôfago.
O aparelho tem um laser infravermelho. Depois de engolido, ele emite um feixe de luz infravermelho na parede do esôfago. Os sensores gravam os reflexos e produzem imagens microscópicas capazes de revelar mudanças celulares associadas à síndrome de Barrett, uma condição pré-cancerosa causada pela exposição ao refluxo ácido do estômago, o que leva à irritação e à azia.
A pílula tem uma corda. Ela permite que o dispositivo seja puxado de volta do esôfago após o exame. Assim, a câmera consegue transmitir imagens para um monitor. Já no computador, o especialista pode fazer uma combinação de imagens e simular o funcionamento do órgão em 3D.
Durante os testes, os pesquisadores examinaram 13 voluntários e seis deles foram diagnosticados com síndrome de Barrett. As imagens foram transmitidas em menos de um minuto. Todo o procedimento demorou seis minutos.
O exame mais usado atualmente nesses casos é a endoscopia, quando uma microcâmera passa pela garganta do paciente sedado. Atualmente, o teste demora mais de uma hora.
O novo procedimento é mais rápido e não exige que o paciente seja sedado. Além disso, a cápsula foi capaz de revelar estruturas que representam sinais iniciais de câncer e que não são vistas pela endoscopia tradicional, mas que são essenciais para o diagnóstico da doença.
O equipamento ainda está em fase de testes. É provável que ele ainda seja aprimorado para examinar outras partes do organismo. Os médicos pretendem fazer cápsulas capazes de diagnosticar doenças no estômago e no intestino.
Fonte: Exame Info







